Lançando um olhar um pouco mais além do nosso limitado circulo de visão podemos constatar que a sociedade – mundo é triste. Triste, velha, ressequida, que chora, que larga fios contínuos de desilusão, infelicidade, ressentimento, em forma de cloreto de sódio.
Sociedade essa que larga todos esses pensamentos e angustias petrificantes em forma de choro e fezes. Quem seriamos nós se não o fizéssemos? – Provavelmente seríamos meramente constituídos por sal, agua (pouca) e fezes. Deixaríamos tudo cá dentro. Ainda bem que evacuamos tudo. Onde afogamos todas essas magoas? Num ombro amigo? – Não me parece boa ideia limpar as concentradas bolas de restos digestivos no casaco de veludo do nosso melhor amigo. LIMPAMOS AO PAPEL HIGIÉNICO. Choramos para ele, até há quem, em estado de desespero, escreva nele. O papel Higiénico purifica-nos a alma. Colector de lágrimas, ranho, cocó este pequeno objecto é como a suma para os caixotes de lixo colocados estrategicamente nas beiras de estrada. Quem está lá sempre? – O papel higiénico. Ate origami fazemos com ele. Verde, laranja, amarelo, rosa de folha única ou dupla, perfumada ou apenas com o cheiro de papel manufacturado. Desde a árvore este veio trazer-nos mais felicidade, cumplicidade e compreensão. Agrada a bêbados, toxicodependentes, doutores, futebolistas, ministros e agricultores. Nunca nos esquecemos dele. Está sempre lá, perto da sanita, na bolsa, no porta luvas de um carro. Acompanha nos sempre. Um inseparável amigo. Um incessante companheiro. Até quando morremos o nosso papel estará lá, a enxugar as lágrimas das nossas mães e mulheres. Serve para tudo. Literalmente tudo. Se todos nós tivéssemos um órgão de papel higiénico seria muito mais fácil absorvermos determinados sentimentos. E se todos tivéssemos um cérebro de papel higiénico e a inteligencia fosse agua então textos destes seriam apenas exponencialmente executáveis.

muito agradavel de ler.
ResponderEliminarahahaha cara xD
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