valor, o que uma pessoa ou coisa vale.
valoroso, que tem valor moral.
Valores são referências que uma pessoa aprendeu a tomar como importantes. Podem ser princípios por que nos guiamos ou objectivos que almejamos. Enquanto que para uns a riqueza e o poder são importantes, outras podem achar que a amizade e o bem comum têm maior significado. Antes de entrarmos para a escola, nós crianças de 4 anos já absorvemos conceitos básicos de moral, fé, rectidão e desenvolvemos o gosto pelo dialogo e pelo convívio. Aprendemos a tomar decisões seguindo o exemplo dos nossos pais e imitamos-os em tudo, desde do simples facto de se sentarem e estarem à mesa até á maneira como se relacionam, das discussões, ao fazer as pazes. Obedecemos portanto a uma absorção lenta proporcionada pela socialização e enculturalização que a nossa família nos emprega. É essa socialização que nos guiará emocionalmente por toda a vida. E são tão fortes essas ligações que mesmo que as pessoas empenhadas em rejeitar os padrões que lhes foram previamente imbuídos continuam a ser influenciadas por eles. O ser humano, a família, continua a basear os seus métodos de educação inconscientemente e muitas vezes contra as suas intenções no que lhes foi educado pelos pais. Mais uma prova de como o que aprendemos desde de pequenos se perpetuará indefinidamente pelo resto das nossas vidas. A estrutura da família distingue o homem de todos os outros animais, de todas as outras criaturas. Porque somos nós mesmos, humanos sem o saber, que retemos nossos filhos muito para alem do tempo necessário para estes serem independentes, criamos laços extremamente fortes e recalcamos tudo o que fazemos na memoria indubitável de uma criança que não pode fingir que é adulto. Os animais mais dedicados ensinam os filhos a criar a sua própria autonomia, esquecendo os pais de seguida. A mãe águia ensina a cria a voar, para depois esta se lhe esvoaçar por entre as garras esquecida de que já teve alguém que a criou. Mas o homem fica junto dos seus filhos do principio ao fim, até á morte até á sepultura. Minguem é passivel de ser condenado pelos maus padrões que lhe foram incutidos. Não é justo condenar quem foi moldado sem o saber. Não podemos condenar uma águia bebe por não saber voar, se não foi instruída para tal. Ter os instrumentos para praticar uma arte não significa que se pratique essa arte. Para usar os instrumentos é necessário saber usa-los. E mesmo que uma pessoa tenha um conduta normal por dentro estará sempre um vulto gélido a afagar-lhe o coração com mão venenosas, esperando um deslize para descarregar toneladas de um pó insolúvel ás lágrimas de uma alma molestada, fazendo com que a vida tenha apenas um significado, que a vida seja meramente respirar. Respirar para levar oxigénio a um cérebro que já não pensa e a um coração que já não sente. Levar oxigénio apenas porque este é necessário. Necessário não para viver. Por não há vida para um alguém que já não pensa nem sente. Somente necessário para sobreviver. E não podemos culpar um homem que já não tem forças para lutar contra as suas origens. Não podemos condenar à forca um pessoa que já se esta a sufocar à algum tempo sem dar por isso. E que só o sente quando bate no solo. Quando deixa de estar naquela nuvem perigosa e instável da normalidade abstracta e desce cortando emoções e sonhos, ambições e desejos numa queda livra até embater no pântano que se chama realidade. E se a gravidade que é a tristeza e falta de alma continuar a exercer a sua força, o nosso já vazio corpo começa a embrenhasse no lixo. Começa a sufocar porque não consegue respirar num mundo como este, não consegue sonhar e recarregar forças num mundo que lhe suga tudo. E se os valores são importantes, aqui já não significam nada pois simplesmente não á nada para eles influenciarem. Não há essência, nem alma, nem personalidade. Não serão os valores que tiram alguém da lama. É uma corda, um auxilio. Não há valores.
E enquanto uns bramem por dinheiro eu lanço gemidos cortantes em busca do meu ser perdido. Quero de volta aquilo que me foi retirado pelos fados. E assim que o encontrar, nesse momento secarei o pântano que me envolve e voarei seguido pelos valores que realmente me são necessários, aqueles valores sentimentais que preciso, e que vou buscar a quem não me é nada geneticamente, aqueles que me fazem ser dono do mundo. Te-lo á minha disposição e escolher fazer com ele o que quiser, obter o que preciso e mesmo assim ter forças para carrega-lo na palma da mão. A vida são várias fases. Condicionadas por vários acontecimentos. E Se destruimos um e mais outro e seguidamente outro sonho, se conscientes desse inexorável desgosto mesmo assim expomos-nos a pessoas que remetem ainda mais os sonhos que ainda restam, as esperanças que prevalecem a outros desgostos por serem futuros intocáveis é porque os nossos serão sempre os nossos, quer queiramos ou não. E se Inplodimos rebentando por dentro então anteriormente muitas replicas de explosões se sucederam. Mas ninguém quis saber delas.
Ninguem pode culpar e apontar dedos, levantando a voz como para dizer que são maiores e melhores a uma pessoa que desde que se conhece como gente carrega uma montanha demasiadamente pesada nas costas e que mesmo que esteja já á algum tempo de joelhos, ainda é punido com chicotadas nas coxas até cair e ser esmagado pelo peso que suportava tão bem no inicio da vida, pois nessa altura ainda tinha a esperança que um dia essa montanha podesse desaparecer. Mas não desapareceu, deixando-o continuadamente esmagado.











